LINDA, SEMPRE !!!
o seu blog de beleza e grandes oportunidadesArquivo para Abril 23, 2008
Depois…
- Não pare de se envolver com o negócio. Freqüente a sede, interaja com colegas e participe dos eventos promovidos pela empresa
- Conheça em detalhes seu portfólio de produtos, inclusive os lançamentos
- Estabeleça contato com pessoas vitoriosas na rede e troque suas experiências com elas
- Fale do seu negócio o máximo que puder. Apresente seus produtos a conhecidos e construa uma rede de contatos variada
- Cuidado para não se tornar o “chato das vendas”, aquele que em todas as festas tenta empurrar alguma coisa para os amigos
- Fique atento a outras oportunidades. Você pode comercializar produtos de mais de uma empresa
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Antes…
- Assista a palestras sobre o setor para conhecer melhor o nicho de mercado
- Procure companhias que comercializem produtos com os quais você se identifica. Se você é homem e não entende nada de cremes e maquiagem, por exemplo, é bom passar longe do ramo de cosméticos
- Tente descobrir há quantos anos a organização existe, vá até a sede, converse com funcionários e outros revendedores
- Desconfie de marcas que exijam um investimento inicial muito alto
- Opte por corporações que invistam na capacitação e treinamento de seus funcionários
- Pense duas vezes antes de pedir demissão para entrar na venda direta. Muitas vezes, os resultados demoram a aparecer
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"MEU SEGREDO É O TRABALHO"
Quando começou a vender produtos da marca Tupperware com apenas 16 anos, a empresária Cristiane Destro tomou uma atitude que mudaria sua vida para sempre. Na época, ainda em Curitiba, ela queria apenas ganhar os primeiros trocados, já que sua prioridade era estudar para o vestibular de farmácia na Universidade Federal do Paraná. Entrou na faculdade, começou a vender cada vez mais e, às vésperas de sua graduação, sabia que teria um futuro diferente dos colegas de turma.”Enquanto minhas amigas procuravam emprego na área, com salário inicial de 800 reais, eu já ganhava 4 000 reais e tinha certeza da carreira que iria seguir”, diz ela, hoje com 32 anos.A aposta deu certo. Em pouco tempo, tornou-se campeã de vendas no Paraná e veio para São Paulo a convite da empresa. Ela é a principal distribuidora da marca na cidade, comanda 6 000 vendedoras e ganha cerca de 15 000 reais mensais. “Às vezes, trabalho mais de 12 horas por dia, mas não reclamo”, conta. “Se me deixarem, ainda crescerei tanto que vou virar presidente da empresa.”
VENCENDO O PRECONCEITO
Se em 1994 alguém dissesse a Fernanda Januzzi Pessoa, de 36 anos, que ela trabalharia como vendedora de cosméticos quatro anos mais tarde, ela daria risadas. Naquele ano, a advogada deixou o escritório G&B, de São Paulo, para ir morar com o marido no Canadá.Sem poder exercer sua profissão em terra estrangeira, Fernanda foi estudar inglês, quando conheceu uma vendedora da Mary Kay. Interessou-se pelo negócio e as vendas começaram a prosperar.Em 1996, de férias no Brasil, ela trouxe alguns produtos para ver como seria a recepção do público brasileiro.”Recheei uma mala com 4 000 dólares de produtos e vendi tudo”, afirma. Ela voltou definitivamente ao país em 1998. Sua remuneração média é de 7 000 reais. E ela nunca mais torceu o nariz para o porta-a-porta.
PRAZER DE TRABALHAR
O administrador de empresas Gilberto Ferreira Souza, de 31 anos, abriu um negócio na área de TI em 1996.Tudo ia bem, ele tinha clientes como a Petrobras e ganhava cerca de 5 000 reais por mês. Mas trabalhava em excesso. No início de 2004, começou a vender produtos da Amway em suas horas livres.”Era algo prazeroso e ainda podia ajudar aqueles que recrutava a ter um complemento de renda”, conta.Com a ajuda da mulher Valéria, de 31 anos, as vendas cresceram. Hoje, entre a venda de suplementos alimentares e produtos de higiene pessoal, ele ganha 5 000 reais mensais. “A diferença é que passo mais tempo com minha família”, diz ele. Gilberto ainda costuma trabalhar oito horas por dia em casa, mas deixou de ser refém do relógio.Sexta-feira, por exemplo, não tem quem o faça pegar no batente. A filha Giuliana, de 2 anos, ganhou um pai presente por mais tempo.
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Quer comprar ?
Mais autonomia, menos trabalho e ganhos equivalentes aos de diretor de grande empresa. Eis o chamariz do setor de venda direta
Por Renato Mendes
Vendas de porta em porta são uma ótima opção de inserção no mercado para quem está desempregado ou para mulheres na faixa dos 30 anos, donas de casa, certo? Errado. Ultimamente, tem ocorrido uma mudança significativa no perfil de quem opta pela atividade no Brasil.”Foi-se o tempo em que esse tipo de venda era um simples complemento de renda”, diz o consultor Marcelo Pinheiro, diretor da DirectBiz, consultoria especializada no ramo. “Cada vez mais executivos e profissionais qualificados se lançam nessa atividade com a perspectiva de construir seu próprio negócio.” Só no ano passado, cerca de 200 000 pessoas ingressaram no ramo de venda direta no país. Para ter uma idéia, na subsidiária brasileira da Mary Kay, do ramo de cosméticos, 75% da força de vendas tem nível superior. Na Amway, que tem um portfólio de pro-dutos variados, que vai de perfumes a suplementos de vitaminas, 45% dos vendedores ostentam um diploma. Entre outras formações, 6% deles são engenheiros, 5% são médicos, 2% administradores e outros 2% advogados.
Em linhas gerais, trabalhar com venda direta significa adquirir produtos de uma empresa com desconto e os revender ao público final. Sua face mais visível são os famosos vendedores de produtos Natura, Herbalife, Amway e Tupperware. Há cerca de 20 companhias do gênero em atuação no Brasil. O consultor Marcelo Pinheiro define esse segmento como uma “franquia sem os royalties”e justifica sua popularidade entre executivos e outros profissionais com vocação empreendedora pela ótima relação custo-benefício.
O investimento normalmente é baixo (há quem comece com apenas 120 reais de capital), as marcas já estão estabelecidas no mercado e a perspectiva de rendimentos é bastante positiva (margem de lucro em torno de 30%). A trajetória da hoje empresária paranaense Cristiane Destro,de 32 anos, mostra na prática como isso acontece. Ela iniciou sua relação com a Tupperware há mais de 15 anos.Como principal distribuidora da marca na cidade de São Paulo, ganha cerca de 15 000 reais por mês, salário equivalente ao de um diretor de vendas que é contratado de uma corporação. “Meu maior desafio hoje é descobrir novos talentos”, conta Cristiane.
É que nesse setor a maioria das empresas funciona no sistema de marketing de rede, em que cada um ganha por suas vendas e pelas dos profissionais que recrutou.”A pessoa precisa liderar bem o time que trabalha abaixo dela para crescer e virar um distribuidor”, diz Leandro Guerrero, sócio-diretor da Passarelli Consultores. Leandro é daqueles headhunters que vê com bons olhos a experiência do porta a porta. “Ela agrega um diferencial interessante ao currículo porque é um trabalho que exige grande facilidade de relacionamento e habilidade de negociação.”
Leandro observa que a maioria dos que triunfam nessa carreira apresenta duas características fundamentais: são bons em venda e ótimos em motivação. A combinação dessas competências tem turbinado os resultados do setor. Impulsionadas também pelo crescimento da economia brasileira, as vendas porta a porta cresceram 27,4% no ano passado e movimentaram 10,4 bilhões de reais. Esse valor colocou o Brasil como sétimo maior mercado mundial da categoria, de acordo com a World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA). Nas entrelinhas desse resultado há uma surpresa. A média de ganhos do revendedor brasileiro já supera a de seus pares norte-americanos. São 2 600 dólares ante 2 200 dólares per capita, respectivamente. Bastariam números como esses para justificar o interesse de profissionais com vocação empreendedora pelo negócio. Mas não é só isso. A venda direta atrai também pela independência que proporciona, já que nesse ramo cada um é dono do seu nariz — ou seja, trabalha o quanto e como quiser. “Essa liberdade de horários, diferente da rigidez-padrão a que estamos acostumados, é muito atraente”, afirma Eneida Bini, diretora-geral da Herbalife no Brasil, que fez carreira executiva no setor nos últimos 20 anos, chegando a ser presidente da Avon.
Naturalmente, há quem olhe para essa atividade com preconceito. Muitos profissionais a consideram um trabalho menor. A advogada Fernanda Januzzi Pessoa, de 36 anos, era uma delas. Ela mudou de opinião em 1998 quando vendeu cosméticos da Mary Kay pela primeira vez e se saiu muito bem. Fernanda recebe cerca de 7 000 reais trabalhando cinco horas por dia. Está na faixa de um gerente de produto de uma grande empresa (leia sua história no quadro Vencendo o Preconceito). O administrador de empresas Gilberto Ferreira Souza, de 31 anos, também valoriza como poucos sua nova vida. Acostumado a extensas jornadas de trabalho e pouca satisfação, ele encontrou a felicidade que procurava quando fechou sua empresa, uma prestadora de serviços na área de TI, e passou a vender produtos da Amway (leia mais no quadro Prazer de Trabalhar).
Os benefícios obtidos por Gilberto não vieram da noite para o dia. Ao longo de 12 meses, ele fez as vendas porta a porta em paralelo à condução de seu negócio. E só trocou um pelo outro, em 2004, quando teve certeza de que estava fazendo a coisa certa. Muitas pessoas desistem da venda direta porque os resultados não aparecem na velocidade esperada. Consultores argumentam que isso é normal. Como em muitos empreendimentos próprios, os primeiros meses costumam ser difíceis. “O retorno do investimento varia muito de empresa para empresa e de pessoa para pessoa”, explica Marcelo, da DirectBiz.”Mas, em um ano, é possível alcançar uma situação confortável financeiramente.”
Por essa razão, os especialistas aconselham aos novatos a não pedir demissão assim que realizam a primeira venda. O ideal é fazer como Gilberto, e conciliar o emprego formal e a atividade até ter certeza de que o novo trabalho renderá os valores desejados. Com o tempo, o revendedor que se destaca ganha prêmios, que vão de viagens ao exterior a carros zero quilômetro. A advogada Fernanda já ganhou três viagens para os Estados Unidos e diversas jóias. “Agora estou prestes a ganhar um Toyota Corolla”, diz ela, animada com a possibilidade de rodar de carro novo sem gastar um tostão.
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