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"MEU SEGREDO É O TRABALHO"

Quando começou a vender produtos da marca Tupperware com apenas 16 anos, a empresária Cristiane Destro tomou uma atitude que mudaria sua vida para sempre. Na época, ainda em Curitiba, ela queria apenas ganhar os primeiros trocados, já que sua prioridade era estudar para o vestibular de farmácia na Universidade Federal do Paraná. Entrou na faculdade, começou a vender cada vez mais e, às vésperas de sua graduação, sabia que teria um futuro diferente dos colegas de turma.”Enquanto minhas amigas procuravam emprego na área, com salário inicial de 800 reais, eu já ganhava 4 000 reais e tinha certeza da carreira que iria seguir”, diz ela, hoje com 32 anos.A aposta deu certo. Em pouco tempo, tornou-se campeã de vendas no Paraná e veio para São Paulo a convite da empresa. Ela é a principal distribuidora da marca na cidade, comanda 6 000 vendedoras e ganha cerca de 15 000 reais mensais. “Às vezes, trabalho mais de 12 horas por dia, mas não reclamo”, conta. “Se me deixarem, ainda crescerei tanto que vou virar presidente da empresa.”

VENCENDO O PRECONCEITO
Se em 1994 alguém dissesse a Fernanda Januzzi Pessoa, de 36 anos, que ela trabalharia como vendedora de cosméticos quatro anos mais tarde, ela daria risadas. Naquele ano, a advogada deixou o escritório G&B, de São Paulo, para ir morar com o marido no Canadá.Sem poder exercer sua profissão em terra estrangeira, Fernanda foi estudar inglês, quando conheceu uma vendedora da Mary Kay. Interessou-se pelo negócio e as vendas começaram a prosperar.Em 1996, de férias no Brasil, ela trouxe alguns produtos para ver como seria a recepção do público brasileiro.”Recheei uma mala com 4 000 dólares de produtos e vendi tudo”, afirma. Ela voltou definitivamente ao país em 1998. Sua remuneração média é de 7 000 reais. E ela nunca mais torceu o nariz para o porta-a-porta.

PRAZER DE TRABALHAR
O administrador de empresas Gilberto Ferreira Souza, de 31 anos, abriu um negócio na área de TI em 1996.Tudo ia bem, ele tinha clientes como a Petrobras e ganhava cerca de 5 000 reais por mês. Mas trabalhava em excesso. No início de 2004, começou a vender produtos da Amway em suas horas livres.”Era algo prazeroso e ainda podia ajudar aqueles que recrutava a ter um complemento de renda”, conta.Com a ajuda da mulher Valéria, de 31 anos, as vendas cresceram. Hoje, entre a venda de suplementos alimentares e produtos de higiene pessoal, ele ganha 5 000 reais mensais. “A diferença é que passo mais tempo com minha família”, diz ele. Gilberto ainda costuma trabalhar oito horas por dia em casa, mas deixou de ser refém do relógio.Sexta-feira, por exemplo, não tem quem o faça pegar no batente. A filha Giuliana, de 2 anos, ganhou um pai presente por mais tempo.